quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Álibi..

Álibi

Djavan

Composição: Djavan
Havia mais que um desejo
A força do beijo
Por mais que vadia
Não sacia mais
Meus olhos lacrimejam teu corpo
Exposto à mentira do calor da ira
No afã de um desejo que não contraíra
No amor, a tortura está por um triz
Mas gente atura e até se mostra feliz
Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido
Havia mais que um desejo

Eu dedico essa canção a uma pessoa muito especial. Uma pessoa que me apresentou essa poética música. A lunática que fez várias versões para um simples título. HAHAHA
Flávia Carolinna, minha amiga *-*
 Amo você. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Maldita!

Sussurros Mortos

Morra em meu peito;
Maldita!
Tire todas cinzas de mim;
Limpe todas lágrimas de minha face.
Morra junto com as palavras mortas que me sussurrava;
Morra todo sentimento que há dentro de mim;
Morra com todas palavras e sorrisos;
Não quero mais saber de você.
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Hoje eu já não sei mais.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Volte, mude, assuma...

O tempo passa, a natureza desaparece, a música não é a mesma, as pessoas ficam diferentes.. E isso está me deixando maluca. O que será de meus filhos daqui há 25 anos? Natureza morta, música perdida, pessoas egocêntricas... Se os adolescentes não estiverem contribuindo, o que será de um pobre bebê nascer em um ar "cinza"? Espero mudanças.

Para todas as pessoas que se entregaram completamente a alguém que nunca proporcionou retorno.


Os pulsos

Escrever já não me satisfaz.
O tempo parou; perdi inspiração. 
No mundo em que vivemos, tudo em contra mão..
Ah, meu anjo de candura..
Aparece, liberte-se..
Venha até mim essa noite.
Dance comigo mais uma valsa incandescente..
Durma em meu leito suave e rígido.
Deixe seu cheiro em meus lençóis macios e brancos..
Ah, minha falta plena..
Faça passar toda tristeza
Volte, mude, assuma.
Me ame.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hoje a tristeza não é passageira...

A via láctea
Legião Urbana.


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Sem sentido..

Cansei de escrever
as palavras já estão sumindo quando penso em você.
Ah, meu amor..
que saudades daquela época em que amanhecemos juntas;
você sendo meu travesseiro, transbordando de desejo em meus sonhos..
Naquelas noites no carro, amedrontadas.. que saudade!
Meu coração palpita em pensar em te ver...
Entretanto, uma nuvem escura pousou em nossas almas..
O que seria?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não sabemos namorar..


Por: Fabrício Carpinejar

Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia. Deveria esconder esse detalhe. Mórbido para quem atravessou os 36 anos.
Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida. Sou açucarado. Meu beijo é diabético. Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.
Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados, mas não acredito nesta história de acomodação no romance. Que de uma hora para outra cansamos.
Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos e que não precisamos mais arrebatar com surpresas.
Não é que estamos seguros e não arriscamos mais.
Não é o conforto ou o domínio territorial.
Senão começaremos a acreditar que existe cupido. E cupido é o mais cafona dos anjos.
Quem começa uma relação com cupido termina na fossa repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.
Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto.
Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma. Que basta amar e as relações funcionam. Mas as relações queimam pelo pouco uso. A eletricidade enferruja.
Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente: jantar, conversar e transar.
Há gente que não quer namorar, e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo. Que tudo está definido e seguro para o final do ano, que não pode ser perdido no próximo minuto.
Eu acabei de perder o próximo minuto. Namoro é ambição.
É um final de semana a cada dia.
É uma delicadeza insuportável, antecipar os movimentos e agradar quando não se espera. Gentileza em cima de gentileza, infindável. Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta, com aquela educação concedida a gestantes e idosos.
Namorar requer uma atenção absoluta.
E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida. Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar.
A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada. É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.
Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo. Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela. Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito. A conversa demora.
No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK.
É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.
É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia: qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco... Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.
É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar, é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala, é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família, sim, planejar a morte junto - nada mais romântico.
É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes para parecer orfão antes de sua chegada.
Agora dei para mascar a minha boca.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Russo; renato.

Monte Castelo
Legião Urbana


Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...



Puro. Eu acho que esse sentimento permanece em uma proporção ainda maior. Ah, por que faz isso comigo? Amo você.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cruel..

Olhar nos seus olhos;
perceber sua boca mexendo quando fala comigo;
ouvir seu timbre delicioso;
me transmite um infinito de luz e paz.
Tenho vontade de jogar tudo pro alto;
me dedicando somente a você.
Mas o destino é cruel às vezes...
Todo pingo de alegria que me resta, 
só você sabe me proporcionar.
As pétalas de minha rosa fugaz e branca, 
passa a ficar vermelha quando ouço seu nome, 
entre os brejos do desejo solvente. 

sábado, 4 de setembro de 2010

uno poquito de dulce amargo...


Uma poesia do Livro da Dulce que eu gosto bastante. Me transmite algo bom impossível de descrever.

sábado, 28 de agosto de 2010

Dor..

Dor.
Riscaram meu coração com o metal mais forte;
Sangra sem parar;
minha ferida fica cada vez mais profunda.
o veneno amortece meus lábios;
o doce envenena minha alma.
Vou superar.