segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não sabemos namorar..


Por: Fabrício Carpinejar

Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia. Deveria esconder esse detalhe. Mórbido para quem atravessou os 36 anos.
Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida. Sou açucarado. Meu beijo é diabético. Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.
Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados, mas não acredito nesta história de acomodação no romance. Que de uma hora para outra cansamos.
Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos e que não precisamos mais arrebatar com surpresas.
Não é que estamos seguros e não arriscamos mais.
Não é o conforto ou o domínio territorial.
Senão começaremos a acreditar que existe cupido. E cupido é o mais cafona dos anjos.
Quem começa uma relação com cupido termina na fossa repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.
Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto.
Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma. Que basta amar e as relações funcionam. Mas as relações queimam pelo pouco uso. A eletricidade enferruja.
Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente: jantar, conversar e transar.
Há gente que não quer namorar, e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo. Que tudo está definido e seguro para o final do ano, que não pode ser perdido no próximo minuto.
Eu acabei de perder o próximo minuto. Namoro é ambição.
É um final de semana a cada dia.
É uma delicadeza insuportável, antecipar os movimentos e agradar quando não se espera. Gentileza em cima de gentileza, infindável. Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta, com aquela educação concedida a gestantes e idosos.
Namorar requer uma atenção absoluta.
E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida. Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar.
A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada. É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.
Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo. Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela. Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito. A conversa demora.
No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK.
É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.
É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia: qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco... Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.
É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar, é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala, é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família, sim, planejar a morte junto - nada mais romântico.
É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes para parecer orfão antes de sua chegada.
Agora dei para mascar a minha boca.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Russo; renato.

Monte Castelo
Legião Urbana


Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...



Puro. Eu acho que esse sentimento permanece em uma proporção ainda maior. Ah, por que faz isso comigo? Amo você.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cruel..

Olhar nos seus olhos;
perceber sua boca mexendo quando fala comigo;
ouvir seu timbre delicioso;
me transmite um infinito de luz e paz.
Tenho vontade de jogar tudo pro alto;
me dedicando somente a você.
Mas o destino é cruel às vezes...
Todo pingo de alegria que me resta, 
só você sabe me proporcionar.
As pétalas de minha rosa fugaz e branca, 
passa a ficar vermelha quando ouço seu nome, 
entre os brejos do desejo solvente. 

sábado, 4 de setembro de 2010

uno poquito de dulce amargo...


Uma poesia do Livro da Dulce que eu gosto bastante. Me transmite algo bom impossível de descrever.

sábado, 28 de agosto de 2010

Dor..

Dor.
Riscaram meu coração com o metal mais forte;
Sangra sem parar;
minha ferida fica cada vez mais profunda.
o veneno amortece meus lábios;
o doce envenena minha alma.
Vou superar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A rua.



     Bom, fiz um conto pequeno, de apenas uma folha que fala da vida de uma garota de 18 anos, chamada Júlia que foi morar na rua. No texto ela fala sobre o que passou, das brigas, como é a rua, entre outras coisas.


     Não ficou muito bom, entretanto, estou fazendo outros melhores. Mas comente. Dicas, elogios e sugestões são sempre bem vindas. Eu ia postar o conto aqui, mas decidi que quando for contos, postarei em um site para a pessoa fazer o download. Fica mais fácil. Não tem vírus e é super rápido.

Obrigada a todos, o link está aqui em baixo.
LINK: http://www.4shared.com/file/rMOYoflo/A_rua.html


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Transtornando...

Transtorno 

Busco em todos os cantos um suspiro de alegria;
em todos os traços o sorriso de paixão;
queria poder voltar atrás e fazer diferente.
Minha alma vaga pelos trilhos eternos da solidão.
Me enrolo nos lençóis brancos e perfumados;
meus pensamentos transbordam meu corpo sedento de esperança.
Não sofro tanto quanto sofria;
meu ritmo está conseguindo se manter só;
me sinto desajeitadamente livre.
Quando isso vai mudar? Ou não mudará?
O que será que devo esperar? Ou não esperar?
Dúvidas...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pra terminar...

Eu to cansada. Cansada de sofrer por algo sem solução. Odeio você.



Pra Terminar

Ana Carolina

Pra começar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim

Pra te enganar
escondo num sorriso a dor
Que sinto ao te ver passar
Na rua com seu novo amor

Se eu te encontrar
Não me pergunte como eu tô
Não saberia te explicar
Pra mim ainda não terminou

Pra começar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim

Pra te enganar
Escondo num sorriso a dor
Que sinto ao te ver passar
Na rua com seu novo amor

Se eu te encontrar
Não me pergunte como eu tô
Não saberia te explicar
Pra mim ainda não terminou

Pra terminar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

La Critique...

É a loucura não existe.
A loucura está em todos os lugares ao mesmo tempo.
Normal é o tédio dos dias sem graça que as pessoas fazem pra elas mesmas.
Saudade não é salgada não. A saudade é doce.
Eu quero permanecer calado escutando tudo.
O meu passado é de conversador, bom falador, namorador...
Penso, penso, penso, penso...
Consegui dizer tudo...
Tu ficava atrás das linhas da vida.
Sou de esquerda pô...!
O que eu quero dizer com isso? Nada to comentando!
Porque eu sou da luz, porque o único escuro que eu carrego é a sombra que o meu corpo produz.
Eu dou tantas voltas é proibido parar.
Isoglócia...
Isoglócia é a sua forma de falar, sua expressão, sua variado de seletivas de línguas.
E a pessoa que faz isso e faz aquilo e o que não faz fica mais velho, e a velhice vem mais rápido.
Daqui a pouco encontrar uma carta de euforia.
E quem não é?
Sexo é bom!
Eu paguei pra fazer.
Dez reais.
Foi bom!
Possuir razão e cor.
Pessoas que vivem fora da sanidade.
Falar, falar, falar, falar hen, hen, hen, hen, hen, hen...
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?Quem é você?
Eu to perguntando quem é você?
Eu sou gente!

(Ana Carolina)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Desabafo.

    Me sinto sozinha. Amarga. Estou trancada em uma solidão impossível de controlar. Lágrimas ferventes descem em meu rosto, queimando-o severamente. Pessoas, sem um mel na boca, falam coisas negativas ao meu respeito. Sem coração. Por que falam de mim? A vida dessas pessoas não valem um pingo do que gasto com créditos de meu celular. As pessoas deveriam olhar no espelho, refletir tudo que passa na vida delas antes de vir falar algo de minha vida, que é MINHA, obviamente sou EU que tenho que cuidar. Estou cansada!


Para o amor:    
    Cada vez que respiro forte, meu peito amassado por seus dentes perfeitos, dói. Seus olhares não parecem destinados a mim. Qual seria a verdadeira verdade? Sua voz com timbre grosso é o mais doce perfume das flores. Eu te amo.