segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mãe, cadê você?

Cadê?

Mãe, por que judia de mim?
Sou só sua filha, eu sei.
Mas será que isso não basta?
Por que você não é aquela de antes?
Que me amava, insistia em carinhos exagerados..
Aquela que cuidava de mim, sempre atenta a cada detalhe;
Onde você foi parar?
Onde está seu coração de mãe?
Você me provoca dor, minhas lágrimas estão intensas;
Por favor, me deixe. Ou me ame.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um livro por vir...

Eu estou escrevendo um livro de contos! Vou colocar um trecho da introdução, que é um resumo de todos os fatos; só como aperitivo. As histórias são experiências vividas por várias pessoas, momentos que marcaram que nunca serão esquecidos. 



Difícil acarretar uma decisão. E decisões imperam em minhas histórias. Não sei por que esconder um sentimento, mas um breve piscar de fuga, libertando minha alma e libertando meus pensamentos, não poderia ser tão prazeroso e proibido sem repreendimentos do mesmo. Por isso, me prendo e, ao mesmo tempo, me entrego à esse sentimento, esse imperialismo que toma o meu viver. São poucos os momentos que transformam a sua vida, e bastou um único para que meu rumo tomasse outra direção. Momentos esses que contarei à partir de agora, se o destino me permite.
(Lanna Erthal)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A dor...

Mais um dia depressivo, que tentei me inspirar nessa pequena estrofe. Ao som de "Metade" e "Flor da Pele", pela encantadora e belíssima voz de minha amiga e ídola, Bruna Moraes. Não sei o motivo no qual escolhi o nome, talvez nem seja esse. Um nome tão simples? "Dor". O que é dor pra você? Tem um som tão esquisito, feio, simples, nostálgico.., exila uma carga muito pesada para muitas pessoas.

A dor.

A promíscua dor que reina no meu peito;
não há como decifrar.
É algo incompatível, impossível de compreender.
Solidão fanática e amarga;
Corrói todo meu coração.
Sentimento obscuro de objeto inadequado;
Talvez meu coração perdido seja este objeto;
Machucado, sujo, velho, doído..;
Até sem salvação.
                                                                                                (Lanna Erthal)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Trancada..

Mais uma poesia de minha autoria (:
Se chama "Trancada". 


Minha dramática contradição;
Está à espera de solução.
Um belo pássaro pousou em minha mão.
Esperei emersa na escuridão.
Minha dolorida dor;
Fica cada vez maior;
Meu mundo está à baixo de terras;
Não há nada em o que me equivocar;
Já que sou um poço de amarguras .
E sua instantânea profundidade é difícil de apagar.
Minha lógica mente já não consegue pensar em nada;
Parece que tudo está trancado, com o mais forte cadeado;
Que só você sabe o segredo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Libertação do cativeiro...

Libertação do cativeiro.

Liberdade?
eu quero;
e prezo sempre.
Me sinto como se estivesse acorrentada;
em um cativeiro;
com mal cheiro e ratos.
Meu coração está fincado por um objeto;
inadequado à proporção.
A minha alegria tardia foi pro chão.
Me sinto presa, sem poder fugir nem ao menos gritar;
dessa vez não posso me safar;
a escuridão se mantém forte.
não há transporte;
para me fazer sair daqui.
O que fazer?
Talvez me iludir.
Ou quem sabe partir...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Manhã cinza...

Manhã cinza - Lanna Erthal

Queria poder levantar amanhã;
poder sentir seu cheiro nos lençóis lavados à mão.
Talvez seria essa a condição.
O destino me pregando uma outra peça;
na escuridão amedrontada e fácil da emoção.
Levo a ela só o meu coração.
Um coração aflito pelo prazer;
distribuídos entre meus traços.
A saudade reina em meu peito doído e mastigado;
Saudade até daqueles momentos dolorosos.
Mas eu não importo;
cheguei a essa conclusão.
O que eu quero realmente é levantar;
olhar pro céu cinza e cruel;
e lembrar que um dia eu te amei de verdade.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Voltará...

 Voltará
Como relatos do escuro,
vividos e nascidos do prazer,
o que me resta é pouco.
Penso no quanto fui boba;
em deixar essa paixão tomar conta do meu ser;
sem nem mesmo esperar amanhecer.
Essa noite vazia e triste;
a lua não parece feliz com essas condições.
Tudo parece um túnel submetido a trabalhos escravos;
sem dó, muito menos piedade.
Todos são más e cruéis...
Será que devo ser assim?
Ou devo continuar a mesma boba de sempre?
Aquela que luta e coloca tudo em sua frente.
Será que isso irá virar um fracasso notório?
Me lembro daqueles olhos verdes;
olhos encantadores...
Me levavam ao delírio, sem ao menos me tocar.
Tudo passou como água entre os dedos de minhas macias mãos.
Será que água volta?
Espero que volte para eu me levantar e tomar um café de manhã.
Ou quem sabe uma vodka.

(Lanna Erthal)